HISTÓRIA DO TAMBORÉU

A raquete de Tamboréu

Similar ao tênis, o tamboréu é em geral jogado por duplas de atletas em lados opostos de uma quadra retangular. O objetivo de cada jogador é arremessar a bola no campo adversário por cima da rede. O equipamento utilizado envolve um aro de madeira de até 26 cm. de diâmetro, coberto por um tampo de compensado, também de madeira.

As bolinhas utilizadas são as mesmas do jogo de tênis. Embora seja tipicamente um esporte de praia, também pode ser praticado em quadras de saibro (34 x 10m), divididas ao meio por uma rede de 1m de altura (semelhante à utilizada no tênis). Seus praticantes se dividem em duas grandes categorias etárias: de infantil (até 15 anos) a veteraníssimo (acima de 60 anos).

Na mudança necessária da “Societá Canottieri Esperia”  em 1903 para a outra margem do rio Tietê onde até hoje se localiza, tendo como Presidente o Sr. Enrico Gallina e como primeiro secretário o Sr. Fúlvio Constanzo, o Clube teve seu quadro social aumentado consideravelmente. E o Esperia, que fora criado com uma orientação específica voltada para a prática do remo, admitiu novas modalidades esportivas. Foram criadas as seções de Tamburello, tiro al alvo, natação e outros.

Em 1937, os irmãos italianos Bruno e Luigi Danadelli chegaram a Santos trazendo dois pandeiros de aro de madeira e tampa de couro. Acompanhados pelos irmãos João e Santiago Esteves, além de Ramon Sanches, Danilo Alonso Maestre, Arthur e Pedro Berjon Lopes, jogavam em quadra riscada na areia da praia de Gonzaga, em Santos –SP.

O jogo trouxe visibilidade gerando interesse em outros aficionados. Com o tempo, os jogadores desenvolveram técnicas e estabeleceram regras específicas, diferentes das de outros países europeus como França e Espanha, que também praticam o esporte. Por isso, os campeonatos, da maneira como são disputados, existem somente no Brasil e, por isso, circula no meio que este é um esporte genuinamente brasileiro.

1940-1942: Neste período, em Santos, o esporte já entusiasmava platéias e os clubes começaram a armar quadras para a prática. Aos poucos, o Clube Tupis formou uma equipe e entre 1947/1948 conquistou o título de campeão da cidade em duplas. Destacam-se então as equipes Banco do Brasil, o Graussás, o Fri-Kik, o Estudantes e o Fluminense, e os grandes entusiastas eram Melchert, Simões, Eurico, Morgado, Nathan, Amorim, Mario Rubens Abreu, Rivaldo, e Vasco, Berjon, Italo e Alpe, participantes de todas as comissões organizadoras dos campeonatos.

1949:
Com a passagem da equipe do Clube Tupís para o Caravelas, formou-se uma das maiores equipes de todos os tempos, já naquele tempo jogando-se partidas em 3 duplas. Essa equipe era formada pelos esportistas Washington e Hegdemburgo, Eurico e Dallis, Gil e Altair (Fininho).

1953-1954:
Criação da sub-comissão de Tamboréu. Ligada a Comissão Central de Esportes da Prefeitura de Santos, o tamboréu passou a participar de campeonatos com cunho oficial, sendo os dois primeiros vencidos pelo Caravelas. Surgiu, então, o Banco Estadual de São Paulo- Banespa como um dos patrocinadores do esporte na ocasião, tendo em suas fileiras Zeca e Paulo Campos, Arnaldo e Walter, Sallum e Aron, mas Washington, que se transferiu para aquela equipe, passou a vencer vários campeonatos.

Década de 1960:
No início desta década o tamboréu chegou à cidade de São Paulo-SP, sendo praticado em quadras improvisadas e posteriormente em quadras de saibro. A Associação Atlética Banco do Brasil construiu a primeira quadra coberta da cidade. No final desta década, o esporte cresceu na cidade originando a competição entre clubes com a realização de torneios. Com o tempo, o público juvenil começou a se interessar e, assim, surgiu uma nova geração de aficionados, inicialmente constituída por públicos de terceira idade.

1967: Fundação da Federação Paulista de Tamboréu (SP) com a participação dos seguintes clubes: Associação Atlética Banco do Brasil, Associação Atlética São Paulo,Clube Atlético Aramaçan, Clube Esportivo da Penha, Ipê Clube, Liga Santista de Tamboréu e Sport Club Corinthians Paulista.

Década de 1990: Neste período houve vários torneios em cada ano conforme se segue: em 1990, 08; em 1991, 13; em 1992, 09; em 1993, 11; em 1994, 08; em 1995, 10; em 1996, 01; em 1997, 05; em 1998, 08; em 1999, 07; em 2000, 11; em 2001, 06; em 2002, 10; em 2003, 15. Os dados estão no site www.tamboréu.com.br.

2000: Com a finalidade de promover e difundir o esporte, foi criada a Liga Interiorana de Tamboréu-LIT, com sede na Cidade da Campinas-SP.

Situação Atual: Como mais uma opção de atividade recreativa originária na praia, o tamboréu chega à atualidade, embora ainda pouco popular, como uma modalidade de esporte que contabiliza na ordem de 2 mil praticantes, sendo 500 em Santos-SP. Também adaptado para o formato de quadras, este esporte é praticado em São Paulo, Campinas, Brasília e Rio de Janeiro.

A modalidade está mais difundida no estado de São Paulo, possuindo além da Liga Santista, a Liga Interiorana e a Federação Paulista de Tamboréu, sendo que esta última conta com os seguintes clubes filiados: A.A. Banco do Brasil, Associação Atlética São Paulo, A. A. Portuários de Santos, Arujá Country Club, Círculo Militar de Campinas, Clube Atlético Aramaçan, Clube de Campo de Valinhos, Clube Esportivo da Penha, Ipê Clube, Liga Santista de Tamboréu, Sociedade Hípica de Campinas, Sport Club Corinthians Paulista.

O Atlético Santista Clube foi o pioneiro de quadras de saibro (oficiais) em Santos e hoje possui a melhor quadra coberta específica para este modalidade. Com a formação de outros clubes, acontece a renovação e a propagação do esporte, já com maior aceitação do público juvenil, onde se destacam o Fluminense, O Tamoio e o Clube Portuários. Fabricadas artesanalmente por Tadeu Kolonko, na Feira do Baú-Santos, as raquetes de tamboréu brasileiras são feitas de madeira naval e rede (as mesmas utilizadas nas raquetes de tênis), e chegam a ser comercializadas 50 unidades/mês, com vendas aquecidas no período de inverno, quando o esporte é mais praticado. Kolonko já está adaptando as raquetes para o público feminino, que começa a se interessar pelo esporte.

Em São Paulo, a empresa Dipol é especializada na fabricação de materiais esportivos, inclusive o tamboréu. A fabricação é toda industrializada e são produzidas cerca de 30 unidades por semana, que são vendidas para os clubes e jogadores nas praias. Segundo o presidente da Liga Santista de Tamboréu, José Roberto Pereira, embora seja ainda um esporte amador, a entidade visa a profissionalização do esporte, mas para isto necessita de investimentos em organização e divulgação.

No fomento a novos adeptos, a Liga Santista de Tamboréu–LST, promove escolinha de praia com apoio da Secretaria Municipal de Esportes. A Escolinha do Clube dos Corretores de Café conta com 18 praticantes, já de ambos os sexos. No estado de SP, o tamboréu é encontrado nas seguintes localidades: Cidades de Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, São Paulo, Santo André, Campinas e Valinhos; em Campinas e região, quatro clubes possuem quadras de tamboréu: a Sociedade Hípica de Campinas, o Círculo Militar de Campinas, a Associação Atlética Banco do Brasil e o Clube de Campo de Valinhos.

Cópia do site ahistoria.com.br

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